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Quando a ausência rasga o peito, autoajuda não funciona

Mas que me perdoem os otimistas, quando o assunto é o rasgo enorme que emoções fazem no peito, a autoajuda não funciona nem para evitar danos quanto mais para sarar as dores.

Quando a ausência se faz presente como impertinente que é, o peito sai machucado. O coração, esse membro tão importante, sente as contrações mais fortes e o cérebro, que arde em infinita incompreensão e solitude, resolve amargar as razões. Essa sensação de falta que, geralmente, vem acompanhada de insuficiência ou incapacidade de fazer algo, costuma ser dificilmente acalmada.

Alguns sugerem autoajuda. Mas que me perdoem os otimistas, quando o assunto é o rasgo enorme que emoções fazem no peito, a autoajuda não funciona nem para evitar danos quanto mais para sarar as dores.

Um passeio, uma bebida gelada, uma conversa, tudo isso ajuda a tornar a dor um pouco menos dolorosa, um pouco mais suportável. Mas também não faz sarar. Ou seja, a autoajuda não funciona de jeito nenhum para esta ocasião, mas a ajuda do outro, daquilo que é externo, também produz pouco efeito. Então, o que sara essa dor?

Ainda que eu seja capaz de passar dias buscando resposta, a minha conclusão até agora é que nada sara a dor, ela apenas deixa de doer sozinha. Não há algo externo que possa, magicamente, extirpar essa dor, a não ser é claro a presença do ser ausente sentido. Quando ela não é mais possível, simplesmente há que se conviver com ela até que ela sare. Assim, como se fosse simples.

E ao mesmo tempo, como se fosse complexo.

Porque a dor é tudo isso. Mas como gosto de repetir as palavras de um amigo pastor: “toda dor promove”.

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