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Há um hiato em nossas comunicações mais íntimas

Inúmeras coisas ditas, algumas escutadas, pouquíssimas vividas e nenhuma compreendida. Assim tem sido a nossa comunicação com os mais próximos. Mesmo que você tenha se esforçado constantemente para evitar que isso ocorra, os riscos são grandes.

Inúmeras coisas ditas, algumas escutadas, pouquíssimas vividas e nenhuma compreendida. Assim tem sido a nossa comunicação com os mais próximos. Mesmo que você tenha se esforçado constantemente para evitar que isso ocorra, os riscos são grandes. Não quero jogar a culpa na tecnologia nem tampouco na nossa correria, mas esse é um processo humano, na minha visão. O resto é só consequência.

Eu tenho sérias dificuldades de me comunicar aberta e profundamente com as poucas pessoas que amo na minha vida. Parece estranho, mas de algum modo parece que a vulnerabilidade de estar com alguém que nos é precioso ao invés de ajudar acaba por atrapalhar. Há um hiato, uma sensação de que falta algo. Lamentável, pra não dizer preocupante. Temos um abacaxi pra descascar.

E eu não tenho solução para esse problema. Posso, porém, dizer o que tento fazer. A priori, busco enfrentar diariamente o receio de dizer a verdade e não ser compreendido. A comunicação sempre fica pior ou não flui quando há mentira, portanto, prefiro ser assertivo. Em segundo lugar, busco ter espaços de conversa ou valorizar oportunidades de bater papo descontraidamente. Por outro lado, fujo de brigas e sermões que, para mim, são um desinvestimento. Em terceiro, gosto do espaço específico para discussões de relacionamento. Gosto de ter um espaço tanto físico quanto afetivo aonde coloco o celular no modo avião e vou discutir relação. Nesse espaço, as brigas são “bem-vindas”, desde que com respeito, claro. E por fim, faço terapia. Me entendendo melhor, posso entender melhor o outro e assim me comunicar melhor com ele.

Eu gostaria que você me dissesse qual a sua percepção sobre a comunicação que tem com os seus. E também que pudesse dar algumas dicas. Nessa colaboração, todos podemos crescer. E quem sabe, encurtar essa lacuna. Que o diálogo salve os nossos relacionamentos!

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