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Os amores transmitidos em cartas são únicos

E se você ainda não escreve cartas porque acha clichê, eu te respeito, mas experimenta começar a escrever. Te garanto que você nunca mais vai querer se distanciar do papel. E quando você começar a receber suas cartas também entenderá o quanto é gostoso perceber o carinho de alguém através do papel.

Hoje eu me abro sobre um assunto que nunca contei antes: eu sempre transmiti meu amor em cartas, em papel e virtuais. Com exceção de cartas para uma pequena porção de amigos, no passado, somente três pessoas até a data de escrita desse texto (maio de 2020) receberam cartas minhas. Isso quer dizer que transmiti meu amor – ou aquilo que eu chamava de amor – a três pessoas distintas em tempos distintos.

Se você nunca recebeu uma carta de amor minha, eu nunca te amei. Se você é meu amigo ou minha amiga e já recebeu uma carta minha, saiba que sua amizade foi e/ou é muito importante na minha vida. Se você já recebeu uma carta de amor, saiba que você tem uma chaveiro de portas da minha vida com você que eu nunca peguei de volta. As minhas cartas são, geralmente, longas e com escrita que transpassa o que estou sentindo ou vivendo no momento. Até mesmo a forma de escrever. Não costumo reescrever cartas para eliminar erros, exceto quando são muitos ou quando a carta é muito especial, como algumas que se destacam por um pedido de namoro ou por um compromisso.

Eu gosto de registrar as coisas no papel não somente para que alguém tenha registrado – até porque depois de um término, por exemplo, é comum jogarmos fora aquilo que está relacionado ao outro. Eu gosto de registrar porque pela carta eu consigo ser totalmente eu com o filtro da minha timidez característica de um olho no olho de uma pessoa apaixonada. Na carta eu não me arrependo de nada que digo porque consigo colocar tudo que sinto.

Antigamente eu costumava guardar fotos das minhas cartas, porém parei. Na última vez que escrevi cerca de seis ou sete cartas – entre físicas e virtuais – para uma pessoa, nunca guardei sequer o registro virtual nem foto nem nada. Eu não sei se essa pessoa ainda tem isso, mas é provável que não. Acontece que se algum dia eu chegar de reler uma carta que escrevi é bem provável que eu me emocione.

Eu quero te fazer um desafio hoje: se você ainda tem uma carta minha, seja de amizade ou de amor, me manda uma foto dela em alguma das minhas mídias sociais. Será o meu presente de Natal reler algo que escrevi e saber que você guardou com carinho aquilo que lhe foi confiado com verdade.

E se você ainda não escreve cartas porque acha clichê, eu te respeito, mas experimenta começar a escrever. Te garanto que você nunca mais vai querer se distanciar do papel. E quando você começar a receber suas cartas também entenderá o quanto é gostoso perceber o carinho de alguém através do papel.

Capa: Pixabay/Reprodução

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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