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#Desendivide-se: como saber se estou endividado?

Você sabe quanto deve? Você tem reserva financeira? Você tem um orçamento mensal? É sobre isto que vamos conversar hoje.

É importante que você tenha lido o post anterior para que entenda que o objetivo desta série é ajudar pessoas comuns que, em algum momento da vida se endividaram e agora não sabem como sair disso. Porém, sem promessas e sem charlatanismo: não vou te indicar formas de ganhar dinheiro fácil nem te vender nada, vou apenas te dizer sobre uma série de atitudes e informações que você precisa tomar, se quiser, para alcançar o desendividamento, a partir de uma experiência pessoal, um caminho incompleto que estou trilhando.

Uma das maiores dificuldades de quem está endividado é saber exatamente quanto se deve. E quando não se tem esse valor exato, não se tem noção do endividamento. Somos produtos de gerações que cresceram sem educação financeira nas escolas e isso aprofundou os riscos de nos tornarmos jovens e adultos endividados, situação que se reflete na taxa alta de inadimplência no Brasil.

Para saber se está endividado(a), alguns primeiros passos são importantes. O primeiro deles é buscar o endividamento bancário, para isso, é necessário fazer um cadastro na plataforma Registrato do Banco Central e encontrar ali as suas dívidas bancárias, contas abertas e parcelas de empréstimos a vencer. Isso é importante também para verificar quais contas você não usa mais e pode fechar, eliminando assim ligações indesejadas e ofertas tentadoras de crédito que não pode pegar.

O segundo passo, não menos importante, é consultar os bancos de dados das empresas de análise de crédito. Serasa, Boa Vista e Quod são três bancos de dados que têm informações sobre seus possíveis endividamentos. Você cadastrará em cada um deles e verificará seu CPF e seu score, que nada mais é que um número de 0 a 1000 que avalia sua capacidade de pagamento, quanto mais próximo de 1000, mais confiabilidade você tem perante a instituição que vai te oferecer crédito.

Se nesse ponto você já identificou que há débitos, liste-os incluindo três informações principais: tipo de débito (cartão de crédito, compra não paga, empréstimo, renegociação, etc.), credor (nome do banco, financeira, empresa) e valores (original, valor para pagamento à vista, valor em promoção, condições de parcelamento, etc.).

O terceiro passo, de posse dessas informações, é fazer uma busca em suas dívidas que não são registradas com nenhum estabelecimento bancário. Podem ser os familiares (a estes é importante dar atenção especial, no próximo texto você saberá), amigos, conhecidos, pequenos estabelecimentos que você compra na notinha, etc. Ligue, procure, levante os valores. Explique que não está ligando porque tem o dinheiro agora, mas porque quer se organizar para não deixar expectativas altas no credor.

O quarto passo e talvez mais importante de todos esses que você já deu é pegar todos esses dados e somar. Ter a soma total. Use o valor atualizado com juros para calcular. Você terá a noção do seu endividamento. É a partir desse valor que trabalhará o seu pagamento. Isto, claro, precisa ser feito junto com o seu orçamento mensal. É imperativo que você não somente pague as suas dívidas, mas comece a ter controle sobre seus gastos e para isso, pense no seu orçamento mensal: seus gastos com aluguel, impostos, comida, transporte, educação, saúde, etc. Tudo isso precisa entrar na conta. Às vezes você se dará conta de que não ganha o suficiente nem para se manter mensalmente com o estilo de vida que está levando. É um primeiro choque, mas muito importante.

Na hora de responder-se à pergunta-chave que é “estou endividado?”, tendo em mãos todos os valores, faça a seguinte conta: considerando minha renda mensal e meu orçamento, quanto me sobra por mês fora dos meus compromissos. Agora pegue o valor total das suas dívidas e divida pelo valor que encontrou anteriormente. Se o valor total de suas dívidas for igual ou menor que sua reserva financeira (você a tem?), você não está endividado. Mas se for maior, você está endividado. Se você não tem reserva financeira, você está endividado. E se você disse que não sobra nada por mês fora dos seus compromissos, você também está endividado porque num mês em que tiver algum imprevisto, terá que contratar algum empréstimo, formal ou informal.

O conteúdo que você tem acesso na série Desendivide-se é inédito e feito com muito carinho, a partir de uma experiência pessoal, um caminho incompleto que estou trilhando nessa luta pelo fim do endividamento e pelo melhor controle do orçamento financeiro. Sinta-se à vontade para compartilhar, comentar e discutir sobre este assunto aqui.

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