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Desendivide-se: ame o processo

Amar o processo de desendividamento tem a ver com aceitar que o mundo inteiro não tem culpa da sua dívida e que só você tem que cuidar dela. A vida está acontecendo enquanto você está pagando suas dívidas.

Talvez nessa fase da série você esteja um pouco animado, principalmente se você leu o post anterior. Mas cabe explicar que o desânimo pode vir porque o processo de desendividamento costuma ser longo, ter recaídas e também pode ter reviravoltas. Assimila-se pela mudança da forma de pensar, pelo recondicionamento mental, à um processo de psicoterapia. Cremos chegar numa sala de Psicologia para numa sessão resolver tudo e às vezes, vamos descobrindo tantos e tantos problemas que ficamos por lá durante anos. E não tem nada de errado nisso.

Ao começar a pagar as dívidas de forma adequada, tomando decisões mais acertadas, tudo pode sair exatamente igual ao planejado ou tudo pode mudar o planejado. É neste aspecto que as recaídas podem vir. Você pode ver seus planos tão lindos sendo desconstruídos e começar a se desesperar. Com a certeza de que você vai passar por isso, eu posso te aconselhar a algo: calma, isso passa e você precisa tomar uma atitude ao menor sinal de descontrole dos seus planos.

Se você traçou um plano alternativo para sanar suas dívidas, tenha cuidado. Nem sempre o plano alternativo vai te ajudar tanto quanto uma boa sentada na mesa com tudo escrito e um reposicionamento. Certa vez, trabalhava num lugar e fiquei três meses sem receber salário. Eu estava no meio do processo de pagamento das minhas dívidas e havia, inclusive, renegociações firmadas para o período que fiquei sem receber.

O meu segundo plano seria conseguir uma renda adicional, no entanto, para isso precisaria parar de fazer as minhas capacitações à distância que, na época, eram muitas. A decisão que tomei foi de reajustar o meu planejamento sem mexer na minha agenda física. Após começar a receber, fiquei ainda dois meses sem voltar a pagar as dívidas porque estava quitando os compromissos que tinham ficado atrasados no período.

Quando retornei ao pagamento das dívidas, eu recebi algumas ofertas ainda melhores para quitação e tive que alterar a ordem de pagamento para aproveitar. No fim, se eu pudesse voltar lá atrás nos meus primeiros dias de desespero sem salário, eu diria a mim mesmo: calma porque isso também pode ser bom para você. O mais importante não é a recaída, mas sim a atitude que você toma após ela.

Amar o processo de desendividamento tem a ver com aceitar que o mundo inteiro não tem culpa da sua dívida e que, como é só você o responsável por ela, só você tem que cuidar dela. Esqueça o que te disserem. Não dê ouvidos a quem te disser que você deveria pagar tudo de uma vez e se livrar. Não dê ouvidos a quem te critica por ter entrado nessa. Mas o mais importante, em tudo isso, é que você saiba que a vida está acontecendo enquanto você está pagando suas dívidas.

Se você paralisa sua vida e vive em função apenas do pagamento das dívidas, por mais que consiga, se tornará muito infeliz rapidamente. Se o endividamento for alto, você não conseguirá ter êxito. Então, programa aquela viagem, sim! Invista dinheiro, sim! E vá pagando devagar, vá tocando sua vida com cautela, responsabilidade e tentando equilibrar. Se você se privar totalmente de seus prazeres, dificilmente terá fôlego mental para conseguir pagar tudo. E mais ainda, assuma que suas dívidas não têm mais poder sobre você e sim você sobre elas. Você quem decide.

O conteúdo que você tem acesso na série Desendivide-se é inédito e feito com muito carinho, a partir de uma experiência pessoal, um caminho incompleto que estou trilhando nessa luta pelo fim do endividamento e pelo melhor controle do orçamento financeiro. Sinta-se à vontade para compartilhar, comentar e discutir sobre este assunto aqui.

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