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Comportamento

Um minuto de alegria vale um ano de tristeza

É bem mais impactante aquilo que nos alegra do que aquilo que nos entristece.

Estou aqui hoje para quebrar o meu jeito melancólico de trazer reflexões aqui e falar sobre algo bom: a alegria. Hoje eu quero conversar com você que, como eu, anda desanimado da vida, querendo largar tudo e desistir no meio do caminho. Você que há muito tempo já perdeu as expectativas de uma vida plena como se vende nas mídias sociais. Você que já foi tragado pela dor das perdas, físicas ou emocionais. Você que teve um ano de tristeza, como a maior parte das pessoas do mundo nesta pandemia de covid-19.

Eu sinto e vejo coisas boas acontecendo por aqui durante todo o ano, mas estava difícil de sentir a bendita alegria. Mas essa semana eu senti. E como sempre, alegria não é sobre tudo estar bem ou a gente estar sorrindo, é sobre um sentimento que apascenta nosso coração e deixa ele mais quentinho. É um movimento do bem.

Muitas coisas contribuem para as nossas alegrias: elogios, atos, mudanças de paradigmas e resoluções. Assim como muitas coisas contribuem para a nossa tristeza. Porém é bem mais impactante aquilo que nos alegra do que aquilo que nos entristece. Embora muitas vezes focamos mais na nossa tristeza que na nossa alegria, o resultado produzido pela alegria é muito mais impactante do que pela tristeza. Por isso, um minuto de alegria pode valer um ano de tristeza.

Quando estamos alegres tendemos a estar abertos ao mundo, dar bom dia com mais vigor, estabelecer critérios mais flexíveis para nossas vidas e proceder com mais energia e disposição para enfrentar os nossos desafios. Manter-se alegre, por exemplo, no trabalho é algo que me motiva a fazer mais. A construir mais, a solidificar o que já foi construído. Manter-se alegre é necessário para que se tenha zelo e sensação de pertencimento com a obra.

Portanto, para este fim de ano, desejo que a alegria que invadiu meus últimos dias possa invadir a sua vida. À seu modo, na sua proporção e no seu tempo. Mas que promova em você boas alegrias. De vez em quando, uma crise de choro, uma fraqueza emocional, um distúrbio qualquer pode aparecer, mas aí é hora de lembrar que um minuto de alegria vale um ano de tristeza.

Quando Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa, registra “sê todo em cada coisa”, está falando sobre sermos alegria e tristeza, como partes indissociáveis em tudo. E se são alegria e tristeza indissociáveis, não há que se viver uma vida fajuta em que se tenta ser totalmente alegre e muito menos uma vida relutante que insiste na tristeza com a importância que não lhe é devida.

Por muitas vezes, não consegui acreditar na alegria “aqui e agora”, mas sempre soube que um dia ela chegaria. Acho que esse modo de enfrentar os problemas tem sido o meu modus operandi, a minha forma de viver. Saber que, por mais que hoje está ruim, amanhã pode ser diferente. Que os dias alegres se potencializem! E que a tristeza nos sirva para lembrar que vem alegria por aí.

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Foto de capa: Pixabay/Reprodução

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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