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Atreva-se: seus dias são poucos

Enquanto você ler esse texto, seu tempo estará passando. Atreva-se!

Alguns de meus textos são escritas proféticas, isto é, uma visão de futuro que eu desejo que se cumpra. Este é um destes. Ao falar sobre atrevimento, me invisto de uma coragem que não tenho na totalidade, mas que espero ter.

As pessoas que questionam costumam ser consideradas atrevidas. Não é somente isso o que a raiz da palavra sugere. De acordo com o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, atrever é verbo que significa ousar, arriscar, opor-se, fazer frente a algo. Questionar não significa nada disso. Questionar é curiosidade, é querer saber.

Mas o atrevimento, classificado pela raiz de sua significância, é o que todos nós humanos podemos e talvez deveríamos ter: ousadia! Ousar, no entanto, não significa ignorar o meio ambiente em que a decisão está inserida. Ousar significa, tendo conhecimento deste meio ambiente e de todas as variáveis que envolvem uma decisão, tomar a decisão.

Há ainda uma distinção sutil, mas necessária: ousadia requer, por princípio, inovação. Mas inovação não requer originalidade. Isto é, uma pessoa para ousar, precisará lançar mão de uma atitude diferente da que costuma usar ou que tem se usado no ambiente em que está inserida. Mas não necessariamente essa inovação no agir requer que a atitude seja totalmente original. Por isso a audição de conselhos e a contratação de consultorias funciona quando estamos diante de incertezas.

Atrever-se num mundo em que as coisas não estão funcionando com a mesma velocidade que anos atrás parece ter se tornado uma obrigação. Ousar o diferente parece ser a única saída para uma distinção possível na sociedade.

Os atrevidos, porém, são minimamente solitários nos primeiros passos e talvez na maior parte da caminhada. Poderá ter entre seus apoiadores outros atrevidos de alma e de coração, mas dificilmente, na operacionalização diária haverá este apoio direto. É por isso que um dos grandes motores dos atrevidos é o silêncio ruidoso.

O silêncio ruidoso é aquele que, por força da quantidade absurda de pensamentos que rondam uma mente, provoca sons ruidosos que são ouvidos pelos mais próximos. Este silêncio é provocado tão e somente na solidão do caminhar, quando não há voz alguma senão a da própria mente.

Atrever-se a algo é o requisito para encontrarmos uma boa experiência. “Ninguém nunca fez isto”, eu posso ser o primeiro. “Isso não deu certo aqui”, pode dar aqui. “Não adianta tentar”, eu vou. “Isso não vai mudar”, vou tentar. Atreva-se!

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Foto de capa: Pixabay/Reprodução

Por Bruno Cidadão

Comunicador | Pesquisador | Checador

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