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COMUNICADO: Depois de uma década, eu paro por aqui

Dedicar-me-ei nos próximos anos a tentar concluir livros que comecei, a trabalhar em minhas obrigações acadêmicas e profissionais e a compilar na minha vida prática muito do que escrevi.

Eu me lembro quando apertei o primeiro botão de publicar num site ainda do Blogspot. Eu estava numa lan house perto de casa. Não tinha computador nem internet em casa. Pagava cerca de R$ 1,50 a hora em 2011 para usar o computador da lan house. Apertar aquele botão era novo pra mim. Escrevi pouquíssimas coisas. Não considero sequer que era a primeira experiência do que depois veio a ser o Idade Digital, meu primeiro blogue recriado em 2012.

Meus primeiros leitores foram pessoas que eu jamais imaginaria conhecer e alguns outros conhecidos. Por ignorância e por descuido, muitas vezes errei e passei informações incompletas. Mas foi ali, naquele terreno que eu me apaixonei pela blogosfera, pelo jornalismo, pela escrita na web e pelo tão difamado jornalismo cidadão que com a ascensão das mídias sociais acabou se tornando um vilipêndio à seriedade e um espaço de fartura para a desinformação.

Em 2015, reformulei o blogue. Apaguei o Idade Digital (o conteúdo cheio de erros ainda está disponível aqui) e passei a nomear o blogue com meu próprio pseudônimo: Bruno Cidadão. E assim permanece até os dias de hoje.

Entre 2015 e 2018, vi na escrita sobre espiritualidade uma forma de transmitir meus pensamentos por vezes solitários. A partir de 2019, vi na escrita sobre comportamento uma forma de expandir mais o meu autoconhecimento e compartilhar experiências por aqui. Em 2021, decidi desembocar de vez na área de relacionamentos e escrevi muito. Os números não me deixam mentir: são 393 textos de reflexão escritos e publicados no blogue, 63,4% do total de textos.

As pautas factuais também estiveram por aqui. Apurações sem periodicidade, mas com a confiabilidade da minha própria linha editorial. Foram 70 matérias publicadas, algumas como notas, outras como reportagens. O clipping de meu trabalho também esteve aqui, assim como uma seção dedicada a outras produções.

Nesta mais de uma década de escrita, mais especificamente no sétimo ano do blogue como está hoje e no segundo aniversário de sua última reformulação, decidi por tomar uma decisão que vinha sendo protelada há alguns meses: a de parar de escrever reflexões aqui neste blogue a partir de Primeiro de Maio de 2022.

Por cinco anos, escrevi sem estar num ambiente que era passível de monetização. Por mais cinco anos, escrevi num espaço passível de monetização, mas por respeito integral à meus leitores que mereciam uma leitura totalmente sem anúncios diante do que eu oferecia, eu não monetizei.

Desde maio de 2020, no entanto, reformulando o blogue, o preparei para monetização que veio meses adiante. Somados os pouco mais de cinco dólares advindos da monetização do Youtube entre 2014 e 2020, a minha conta no AdSense registra um total de US$ 46,72, convertido em reais para R$ 237,54 (câmbio de 08/03/2022). O valor só pode ser sacado quando atingir 100 dólares, segundo as regras atuais.

Na imagem, print de 08 de março de 2022 com o saldo do site.

Não tive custos diretos, porém, para implementar este blogue além do domínio. Recebi de um amigo quatro anos de hospedagem num ótimo servidor, com todos os níveis de segurança necessários. Implementei também, como presente por ele dado, certificados e backups automáticos.

A ele, Mayke Franklin da Cruz Santos (foto), agradeço a generosidade (ele que é o amigo mais generoso que conheço) e o suporte imediato quando tive meu site invadido no fim de 2020 parando tudo que tinha pra fazer pra me acudir.

Muitas pessoas leem meu blogue com frequência e merecem aqui que eu os nomeie. Luiz Paulo Oliveira, Cássia Migliorança, Priscilla Caixeta, Lucas Martins, Luiz Gustavo Santos, Stella Marques, Breno Santana, Juliana Costa, Clara Mendes, Thalu Silva, Luana Raquel Santos, Marco Pozza, Roberto Silva, Lucas Almeida, Marcus Vinícius Matos, Silvana Braga, Eduardo Siqueira, Elenice Ribeiro e outros mais que eu possa não ter nomeado por esquecimento.

Por estas pessoas que me leem eu tenho profunda admiração, gratidão e apreço. Foi por vocês que eu escrevi durante muito tempo, pois mil visualizações não são nada, uma pessoa que lê e compreende meus textos vale tudo, é a razão de escrever. Não obstante, parar de escrever aqui é pra mim decisão difícil porque estou perdendo, a partir de agora, este vínculo. E não me dou bem com a cessação de vínculos, mas entendo que por agora é a decisão mais necessária.

Dedicar-me-ei nos próximos anos a tentar concluir livros que comecei, a trabalhar em minhas obrigações acadêmicas e profissionais e a compilar na minha vida prática muito do que escrevi.

Tudo em mim é palavra, mas sinto que agora preciso ocupar-me em transformar a palavra em atitude, em ação, e repeti-la de modo a tornar hábito.

Despeço-me mantendo o blogue apenas como repositório de produções, clipping de aparições, espaço de portfólio profissional e pessoal, bem como lugar de transparência financeira, mas daqui pra frente sem reflexões. Vez ou outra, posicionamentos e apurações independentes podem vir a ser publicadas, já que estarão diretamente ligadas a minha trajetória profissional.

Os textos aqui publicados manter-se-ão disponíveis e refletem, necessariamente, a minha opinião e pensamento na data em que foram publicados.

Não menos importante, é preciso mencionar autores que me inspiraram em muitas das minhas reflexões e produções: Murillo Leal, Sílvia Marques, Marcel Camargo, Lucio Carvalho, Ana Carvalho, Najara Gomes, Stella Marques, Fabiano Bohi, Talita de Souza, Pitaquinha, Laísa Alves, Paulinho Rahs, Rícardi Rizzi e outros que talvez, por esquecimento, eu não coloquei aqui.

Aos meus colegas escritores da blogosfera, fiquem firmes. A manutenção da língua e de todo o ideário que chega aos livros das próximas gerações passará obrigatoriamente pela escrita de nós, os contemporâneos dos nossos mestres. É aqui, na blogosfera, que consigo imergir na simplicidade e na profundidade que só uma escrita humanizada e não-comercial é capaz de oferecer.

Aos meus leitores e leitoras, meu muito obrigado por terem me acompanhado até aqui.

Um abraço,

Bruno de Oliveira Rocha
Na web, Bruno Cidadão

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