Categorias
Política Posicionamentos

O Noroeste de Minas precisa de um deputado estadual eleito em 2022

É como se, ao não eleger um deputado, o Noroeste de Minas ficasse sem voz, fosse apagado do mapa e não fosse considerado em decisões na casa maior do Estado.

Antes de mais nada, preciso me apresentar para você leitor antes que você questione o que eu, alguém não elegível e nem ligado diretamente a nenhuma campanha de deputado, estou aqui defendendo a eleição de Delvito Alves da Silva Filho como deputado do Noroeste de Minas Gerais.

Como jornalista, acompanhei tanto a campanha na qual Delvito foi eleito quanto os dois primeiros anos de trabalho dele como prefeito de Unaí. Como colunista do Jornal Folha de Unaí, tive a oportunidade de algumas vezes elogiar e muitas vezes criticar o governo do petebista. Depois, ingressei no IBGE e pude percorrer milhares de quilômetros pelo Noroeste de Minas conversando com pessoas e conhecendo – desde os maiores latifúndios até os menores povoados – as particularidades de nossa região. Foram três anos com um trabalho diário e peculiar. Agora, de volta ao IBGE para coordenar o trabalho do Censo 2022 na região de Buritis, centro-norte do Noroeste de Minas, estou ainda mais convicto de que precisamos de um deputado porque as necessidades do Noroeste só aumentam. Por fim, cabe explicar também que tenho uma relação de diplomacia com Delvito Alves e que é aberto, desde o ano passado, o meu voto nele em 2022. Por uma razão única e simples: não há outro candidato com a capacidade de Delvito para nos representar.

As particularidades do Noroeste de Minas

Não há como falar em Minas Gerais sem pensar em grandeza. E como tudo que é grande, é também em algum ponto desconhecido. Não é possível colocarmos Minas Gerais inteira dentro de um padrão, de uma caixinha. Existem particularidades em cada região e é a partir delas que precisamos nos enxergar. Talvez a maior particularidade do Noroeste de Minas é a ausência de uma identidade forte de seu povo – o que justifica e muito o fato de maior parte dos governantes municipais não serem nativos dos municípios aos quais governam e também o fato de ser a única região administrativa do Estado que não tem um representante eleito na Assembleia Legislativa.

O Noroeste de Minas é uma terra muito produtiva, rica e diversa. É plantando em qualquer município noroestino que se colhe muito. E isso, claro, envolve riquezas. Quem tem dinheiro, técnica e conhecimento investe no Noroeste. E muitas vezes fixa residência aqui, construindo um verdadeiro império produtivo. Algumas famílias ditas tradicionais, na verdade, não são nativas. A tradicionalidade vem de seu poder econômico e do quanto movimentam o PIB da região. Isso vale tanto para o setor agrícola e agropecuário quanto para o setor de comércio e serviços. Até agora, tudo é muito bom: gente vindo pra cá e gerando emprego. Certo?

Nem tudo é radical (sim/não), portanto, é preciso ponderar: e como vive a nossa população que não é dona dos meios de produção? Como vivem os nossos munícipes em nossas cidades? A resposta pra isso aparece com breves observações: a qualidade de vida do residente no Noroeste de Minas é de média a boa nos grandes polos (Paracatu e Unaí), e de ruim a média em todas as outras cidades. Falta infraestrutura, falta saúde, falta infraestrutura de educação. Com exceção de Arinos e Paracatu que deram saltos qualitativos na educação com implantação de institutos federais de ensino, nenhum outro município conseguiu galgar tantos passos tendo que exportar seus futuros profissionais para outras cidades os formarem e os devolverem aos municípios de origem – o que nem sempre acontece. Na saúde, o óbvio precisa ser dito: a região ainda não tem um hospital regional e o que está para ser construído não deve entrar em operação antes de 2024. Se entrar em operação, terá que ser revista a forma de administração já que os municípios comprovadamente não dão conta de administrar a saúde senão por meio de empresas terceirizadas ou por institutos de gestão constituídos exclusivamente para este fim.

O Noroeste de Minas também é o agro não-latifundiário, isto é, as pequenas propriedades. Somos uma região com um dos maiores quantitativos de projetos de assentamento da América Latina. É gente demais produzindo um pouquinho pra si e um pouquinho para outros de forma orgânica e saudável. É a comida que chega nas escolas de nossos filhos e filhas. Não diferentemente, a atenção ao agro de grande escala também é importante: falta oportunizar aos produtores o beneficiamento da produção bilionária de grãos em nosso solo. Pra isso é preciso esforço político conjunto e não há como fazer isso sem um deputado porque quando se fala sobre ICMS já não é tarefa mais de prefeito.

O Noroeste de Minas também tem uma particularidade gritante: trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes. Há níveis mais alarmantes pelo país, é claro. Mas no Estado, alguns de nossos municípios estão figurando perto das primeiras vinte posições neste triste ranking. Neste cenário, é preciso ser radical: lugar de criança é na escola e lugar de explorador sexual de criança e adolescente, na cadeia. Temos os dois: escolas e cadeias por aqui. O que precisamos é de programas e projetos que façam a manutenção das crianças na escola e promovam a ressocialização de apenados. Novamente, a ação estatal precisa ser coordenada e conjunta.

Essa rica região do Estado abriga ainda uma hidrologia muito favorável, com rios de médio e grande porte como Paracatu, São Domingos, Preto e Urucuia, e uma malha viária muito bem definida ligada quase que inteiramente por asfalto. Ou seja, por aqui temos uma região muito próspera, pronta para oferecer o melhor ao seu povo, porém, o motor que movimenta a transferência de recursos e influência política dentro da Assembleia Legislativa nos falta. É como se, ao não eleger um deputado, o Noroeste de Minas ficasse sem voz, fosse apagado do mapa e não fosse considerado em decisões na casa maior do Estado.

Delvito, por quê?

Eu definiria Delvito como um prefeito de gestão participativa e mal gerenciada e como um deputado bem relacionado, diplomático e compromissado. Acredito que Delvito é o tipo de pessoa feita para o Legislativo. E sua trajetória como prefeito foi amargada pelo fim de mandato cujo as contas do município saíram de controle. As razões foram muitas e envolvem desde a interrupção de repasses pelo governo estadual, a quebradeira do governo federal durante a recessão pré-impeachment que o Brasil sofreu, a má gestão de alguns dos seus secretários e, claro, escândalos que vinham sendo descobertos pela oposição e que, embora pareça muito óbvio dizer isso, Delvito não agia para interromper investigações e apurações como faz o mandatário federal hoje. Delvito é democrático, diplomático e participativo, é uma pessoa que ouve as demandas das pessoas.

Uma particularidade não contada sobre Delvito e que demonstra tudo isto que estou falando revelo agora. Em 2012, após 8 anos do governo Antério e Branquinho, Branquinho e Zeuman eram favoritos ao governo municipal e enfrentaram Delvito e Hermes Martins na campanha. Nos últimos três dias antes das eleições, Delvito virou o jogo. Assumiu o governo municipal e foi tentar sua reeleição em 2016. Contra o mesmo Branquinho que agora tinha como vice Waldir Novais. Delvito perdeu as eleições para Branquinho. Transitou o poder e decidiu encerrar suas candidaturas a prefeito. Em 2020, optou pela neutralidade. Desde 2021, porém, Delvito e Branquinho conversam. Delvito tem livre acesso ao gabinete de Branquinho na Prefeitura e o prefeito e ex-prefeito mantêm uma conversa sempre muito diplomática – mesmo com Branquinho apoiando um candidato estadual de seu partido e sendo rival de Delvito. Tal demonstração de diplomacia só mostra que Delvito tem capacidade pra ser um deputado de todos, para além das diferenças políticas. Pois no fundo, tanto os prefeitos que o recebe quanto o próprio Delvito sabem que uma gestão bem feita pelo prefeito será potencializada por um deputado estadual eleito pelo Noroeste de Minas.

Delvito também tem outra particularidade: suas declarações de bens informados à Justiça Eleitoral sempre foram muito detalhadas, o que representa um passo muito importante rumo à transparência que se é esperada de um homem público. Delvito é pai, sofreu com a morte de um filho, já foi deputado por duas vezes, prefeito uma vez, é conhecedor do Direito e dos meandros que envolvem a Administração Pública. Delvito é uma voz que sempre conversou com os mais pobres do mesmo jeito que conversa com os ricos. E por fim, Delvito respeitou, como nunca, a imprensa enquanto foi deputado e prefeito, sempre atendendo a pedidos de entrevista de forma educada. Delvito entende e respeita o jogo democrático.

Delvito destaca-se por não ter concorrência à sua altura. Desconheço quem vote em Thiago Martins, por exemplo, que consiga explicar que motivos teria para escolher o aventureiro assessor do parlamentar federal que pouco sabe sobre nossa região em detrimento de um ex-deputado e ex-prefeito que mostrou que sabe o que fazer. Nem vou gastar linhas para falar sobre as candidaturas inebriadas de Valdivino Guimarães, Calixto Martins ou (risos) Andréa Machado. Gente que não tem prestígio sequer para um trabalho de base, que vive às custas e sombras de quem está no poder ou do próprio poder que pelo povo os foi outorgado. Subo o tom ainda para falar sobre os aventureiros que vêm de fora a buscar voto – e Delvito, na sua gestão como prefeito, foi um dos que trouxe deputados de fora para buscar votos aqui, há que se constar o mal feito-feito – pois atuam como se nós, os quase 400 mil noroestinos fôssemos apenas votos. A estes, sejam do PT, do PSDB, ou de qualquer outro partido, devemos não permitir que entrem em nossas casas, pois se entrarem, fecharão os ouvidos a nós assim que eleitos forem.

Os magoados com Delvito e a mea-culpa do ex-prefeito

Uma das coisas que mais marcaram a gestão do ex-prefeito de Unaí Delvito Alves foi quando ele deixou os trabalhadores da Prefeitura sem receber. Faltou dinheiro. E outra coisa que faltou foi um pedido de desculpas. No fim de 2021, Delvito Alves, por meio de seu Facebook, fez um mea-culpa. Deu detalhes de como tudo aconteceu e assumiu a sua parcela de responsabilidade. Assim, até quem estava magoado agora já não tinha mais esta razão.

É possível também que outras pessoas mais estejam ainda magoadas com Delvito. Fornecedores da Prefeitura que demoraram meses para receber seus pagamentos, loteadores que viram muitas de suas malucas iniciativas de loteamento sem os devidos critérios técnicos serem desastrosas e até mesmo funcionários que esperavam aumentos salariais, promoções e cargos de direção que nunca vieram. É preciso superar o passado. Delvito agora vem como deputado.

Se perdermos esta chance, talvez tenhamos perdido “o momento”

O Brasil vive um momento-chave: estamos à beira de uma eleição onde está em disputa a democracia e um governo autoritário e conservador. Se vencer a democracia, temos a garantia de que as instituições voltarão a ter o prestígio que merecem, mas teremos ainda que contar com a insubordinação de vários grupos que, controlados ou inspirados por lideranças insurgentes que perderam a eleição, tentarão desestabilizar o país. É por isso que estar na rua será muito importante. Para ajudar o Brasil a ser reconstruído e afastar de vez esta áurea de violência, essa névoa de mentiras e de destruição que estamos engasgados desde o impeachment de 2016.

Se o Noroeste de Minas não tiver um deputado agora, poderá ter pedido “a chance” ou “o momento”. De 2023 a 2026, o Plano Nacional de Educação será revisto, a distribuição dos royalties do petróleo alcançará seu ápice, os planos de Mobilidade Urbana terão sido discutidos e entregues pelos municípios e a agenda 2030 da ONU terá chegado perto do seu fim. É também neste período que devemos enfrentar os danos econômicos mais agudos da pandemia, sobretudo com o fechamento de plantas fabris e o fim do auxílio emergencial, assim como também devemos enfrentar uma necessária revisão do sistema trabalhista reestruturando os postos de trabalho e a jornada de trabalho semanal do brasileiro. E é de 2023 a 2026 que poderemos discutir novamente o pacto federativo, em um ambiente estável e com participação popular. Agora imagina se não tivermos um deputado estadual para ser a nossa voz quando essas discussões tiverem passado pela Câmara dos Deputados e chegarem à nossa Assembleia Legislativa de Minas Gerais?

Necessitamos de um deputado estadual eleito pelo Noroeste de Minas Gerais. E apenas Unaí, sozinha, se quiser, consegue eleger Delvito Alves. Mas como a gente sabe que uma boa participação popular leva também mais força para o Legislativo, talvez seja a grande hora de uma aliança regional em torno da candidatura de Delvito Alves. Avaliando suas propostas, seu jeito de pensar, o chamando pra conversar e para fazer exposições de seus projetos para nossa região. Esse é o jeito de conhecer Delvito Alves, aquele que tem potencial e está obstinado por representar e reunificar nossa região.

Converse com sua família. Converse com seus amigos. Se tiver dúvida sobre o que eu disse, convide Delvito para um bom café e um pão de queijo. Ele irá.

***

Foto de Capa: Willian Dias/ALMG/Reprodução

Comente! Aqui é o lugar!

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: